Chave

A única coisa que você precisa fazer pelas pessoas é estar lá. Ouvi-las e apoiá-las, respeitando suas crenças e limitações.

E é exatamente isso, e apenas isso, que elas precisam fazer por você. Não dar aprovação para alguma ideia, nem te dizer como agir. Apenas incentivar. Ou propor reflexões. Acrescentar.

Suas escolhas são suas, e ninguém melhor para entendê-las e avaliá-las do que o seu coração – ou a consciência, como preferir.

Quando você silenciar todo o ruído e perguntar a si mesmo, e se tiver coragem suficiente para seguir a resposta, então será verdadeiramente livre.

(Enfim poderá inspirar os outros a fazerem o mesmo. Qual melhor altruísmo?)

Atestado

Chega um momento em que você simplesmente perde aquela necessidade de correr atrás das pessoas.

Você cansa de ser sempre a que toma a iniciativa, manda uma mensagem e marca um café. E a que se culpa pelo tempo sem contato, querendo colocar toda a conversa em dia e pedindo – quase por favor – para que se falem com mais frequência.

A que ouve os desabafos e ajuda a amiga nos momentos de crise, dando tudo de si, para ser “esquecida” quando o objetivo é se divertir e esquecer os problemas. A que é convidada para as consultas ao médico, mas nunca para as festas ou o cinema.

Você percebe que não adianta deixar para trás os mal entendidos com a intenção de voltar tudo ao que era. Porque não vai voltar – e tudo bem. As fases mudam, as amizades mudam. E duram o tempo que precisam.

Hoje, eu me dispenso da responsabilidade de forçar qualquer afinidade e conversas cujo interesse não seja recíproco. Vou aprender a respeitar melhor o espaço dos outros e, especialmente, a mim mesma.