Felicidade

Sonho em escrever um livro desde que me lembro.
Sonho em assistir, ainda, a alguns shows e musicais.
Sonho em conhecer o máximo do mundo que eu puder.
Sonho em compartilhar tudo isso com as pessoas que eu amo.

Sonho também em voar em um caça (ter assistido Top Gun quando criança talvez não tenha sido a melhor ideia). E presenciar uma aurora boreal. E abrir um canil. E qualquer outra ação absurda que passar pela minha cabeça qualquer dia desses.

Mas já sou feliz agora. Não vejo a felicidade como um tubo de ensaio furado que precisa ser preenchido a cada conquista, e o tempo todo.

Mesmo porque, sejamos sinceros: em algum momento da vida estaremos plenamente realizados? Acredito e espero que não. Van Gogh podia estar certo ou errado em muitas coisas, mas em um ponto concordo com ele: “é melhor morrer de paixão do que de tédio.”

Quero, sim, riscar esses e outros itens da minha bucket list. Crescer mais e mais. Viver mais e mais. Ainda assim, todas as experiências que eu vivi até agora me são valiosas o suficiente. E é surreal pensar que, um dia, elas também foram apenas sonhos.

Ser feliz não significa estar acomodada.
Para mim, significa ser grata.